Noite...
Estrela do oriente
Um amor ausente
Versos pra você
Lua...
Clarão da madrugada
Onde está você?
Queria era te ver
Muda de lugar e vem pra cá
Vem ver o sol nascer
Dentro do meu olhar
Quando você chegar
Que é pra iluminar
Que é pra me consolar
Do tempo que eu passei
Querendo me guardar
Noite...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Minha Nega (Letra Música)
Ah, minha nega
Não cresce muito não
Que é pra caber
No meu coração
Ah, neguinha
Vem ver
O que é que eu trouxe pra você
Pode escolher, pode se entregar
Eu vou te amar
Ah, neguinha
Quem foi que disse que o amor
Tem que avisar
Quando quer chegar
Eu só fui lá pra ver
E encontrei você
Tristeza me falou
Que eu ia morrer de amor
Subia a ladeira assim
Tocando o tamborim
No peito uma canção
E o coração na mão
Ah, neguinha
Vem ver
O que é que eu trouxe pra você
Pode escolher, pode se entregar
Eu vou te amar
Ah, neguinha
Quem foi que disse que o amor
Tem que avisar
Quando quer chegar
Não cresce muito não
Que é pra caber
No meu coração
Ah, neguinha
Vem ver
O que é que eu trouxe pra você
Pode escolher, pode se entregar
Eu vou te amar
Ah, neguinha
Quem foi que disse que o amor
Tem que avisar
Quando quer chegar
Eu só fui lá pra ver
E encontrei você
Tristeza me falou
Que eu ia morrer de amor
Subia a ladeira assim
Tocando o tamborim
No peito uma canção
E o coração na mão
Ah, neguinha
Vem ver
O que é que eu trouxe pra você
Pode escolher, pode se entregar
Eu vou te amar
Ah, neguinha
Quem foi que disse que o amor
Tem que avisar
Quando quer chegar
Dom Quixote (Letra de Música)
Já me entendi com a solidão
Já me entreguei a outra paixão
E esses traços simples
Que me trazem essa canção
Vão fazer sangrar, meu coração...
E do milésimo andar
Te ofereci a minha mão
Você me fez voar, sem saber onde era o chão
Quando eu segurei a sua mão...
Olha o amor, o que restou? Nada não
Só a saudade e a quimera da ilusão...
Já me entreguei a outra paixão
E esses traços simples
Que me trazem essa canção
Vão fazer sangrar, meu coração...
E do milésimo andar
Te ofereci a minha mão
Você me fez voar, sem saber onde era o chão
Quando eu segurei a sua mão...
Olha o amor, o que restou? Nada não
Só a saudade e a quimera da ilusão...
Quando (Letra de Música)
Quando
Você foi embora
Me olhou feito um passarinho
Querendo voar
Querendo voar
Querendo voar...
E eu
Aqui no seu ninho
Querendo ficar
Querendo ficar
Querendo ficar...
Tempo passa aperto o passo não desfaço
De qualquer vontade que me faça gritar
Vagamente vago a mente vagarosamete
Vago o ventre que fez brotar
Flores no seu altar...
Você foi embora
Me olhou feito um passarinho
Querendo voar
Querendo voar
Querendo voar...
E eu
Aqui no seu ninho
Querendo ficar
Querendo ficar
Querendo ficar...
Tempo passa aperto o passo não desfaço
De qualquer vontade que me faça gritar
Vagamente vago a mente vagarosamete
Vago o ventre que fez brotar
Flores no seu altar...
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Prescrição
A meus filhos, deixo ausência
A minha família, indiferença
A musa dos meus versos, obsessão fria
Aos vermes, carne putrefada...
A natureza de onde fugi, deixo aquele passo no barro
A cidade onde me escondia, meu fantasma pálido
Deixo meus sonhos nas mãos da decepção
As roupas que vestia, deixo aos mendigos...
Aos meus inimigos, um cuspe no chão
Ao amor, deixo um vazio
À terra adubada, fezes
Para a fome, um anzol...
Deixo melodia para o por do sol
Ao concreto duas gotas do meu sangue
Aos animais deixo minha jaula
Ao violão uma corda quebrada
No porta-retrato, uma foto desbotada
Aos meus amigos, a sombra que refleti
Ao sofá, minha preguiça
Para os cigarros, meu pulmão
Para a poesia eu deixo uma página em branco...
A minha família, indiferença
A musa dos meus versos, obsessão fria
Aos vermes, carne putrefada...
A natureza de onde fugi, deixo aquele passo no barro
A cidade onde me escondia, meu fantasma pálido
Deixo meus sonhos nas mãos da decepção
As roupas que vestia, deixo aos mendigos...
Aos meus inimigos, um cuspe no chão
Ao amor, deixo um vazio
À terra adubada, fezes
Para a fome, um anzol...
Deixo melodia para o por do sol
Ao concreto duas gotas do meu sangue
Aos animais deixo minha jaula
Ao violão uma corda quebrada
No porta-retrato, uma foto desbotada
Aos meus amigos, a sombra que refleti
Ao sofá, minha preguiça
Para os cigarros, meu pulmão
Para a poesia eu deixo uma página em branco...
O resto... levo tudo comigo.
domingo, 22 de março de 2009
Me deixo levar pela onda que quebra
Me deixo levar pela onda que quebra
mais uma lembrança de você
Me deixo levar
as regras são claras
o mar é quem manda
O sal é doce e a vida salgada
mas agora não
há mil tons no céu
e uma lembrança sua me invade
Saudade
famigerada saudade
no caldo da onda
no sal nas narinas
E o sono que me traz o sonho
traz mais uma lembrança sua
A canção que me faz chorar
Só me fala de você
Então eu me deixo levar
com um amor no peito
e um sorriso no rosto
Estou exposto e seguro
alheio ao que me faz triste
é tudo uma lembrança sua
Então eu me deixo levar...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Quando
Quando a noite cai no horizonte poente
A saudade que se sente, nem cabe no peito
Transborda pelo corpo num êxtase solitário
O acúmulo das horas longe do seu lado
Quando o dia sobe no horizonte nascente
O coração disfarça e finge que mente
E o recomeço que compreende cada dia
Muito mais que palavras é a verdadeira poesia
Uma foto que guardo é o tempo que parou
A relíquia mais constante, a única que restou
Só satisfaz em parte, mas me basta,
rever teus traços delineados num retrato
Por saber que há uma cidade onde você está
Eu sonho com a estrada que me leva lá
Por sabe que há um caminho a percorrer
Eu sonho que ele me leve até você
E que eu possa ver o que é real
Que eu possa reconhecer o bem e o mal
Que eu não julgue o que significa o silêncio que passa
Que por orgulho eu não me cale
Nem por vaidade eu me afaste
Pois quando se reflete demais a nossa imagem
Não há posse que não seja ilusão
Nem sombra entrecortada onde se esconder
Dos fantasmas do que poderia ter sido
Quando a noite cai, eu desabo
Nem sei mais quem sou
Fica tudo imerso em uma imensa saudade
Quando o dia sobe ainda me arrasto
Eu sei onde estou
Fica tudo além de um distante infinito
A saudade que se sente, nem cabe no peito
Transborda pelo corpo num êxtase solitário
O acúmulo das horas longe do seu lado
Quando o dia sobe no horizonte nascente
O coração disfarça e finge que mente
E o recomeço que compreende cada dia
Muito mais que palavras é a verdadeira poesia
Uma foto que guardo é o tempo que parou
A relíquia mais constante, a única que restou
Só satisfaz em parte, mas me basta,
rever teus traços delineados num retrato
Por saber que há uma cidade onde você está
Eu sonho com a estrada que me leva lá
Por sabe que há um caminho a percorrer
Eu sonho que ele me leve até você
E que eu possa ver o que é real
Que eu possa reconhecer o bem e o mal
Que eu não julgue o que significa o silêncio que passa
Que por orgulho eu não me cale
Nem por vaidade eu me afaste
Pois quando se reflete demais a nossa imagem
Não há posse que não seja ilusão
Nem sombra entrecortada onde se esconder
Dos fantasmas do que poderia ter sido
Quando a noite cai, eu desabo
Nem sei mais quem sou
Fica tudo imerso em uma imensa saudade
Quando o dia sobe ainda me arrasto
Eu sei onde estou
Fica tudo além de um distante infinito
Quem me lê
Quem me lê não me olha na cara
Só sabe o que quero que saiba do que eu sei
Ou do que penso que sei (não sei nada!)
Quem me lê não pode me decifrar
Nem eu mesmo que nesse corpo me encerro
Pude desvendar quase nada da minha verdadeira natureza
Quem me lê pode não compreender o que escrevo
Mesmo entendendo perfeitamente todas as palavras
A dor é só de quem a possui
A única coisa a compartilhar é a alegria
Por isso quem me lê pode me amar ou me odiar
Mas não sem antes me olhar nos olhos
Só sabe o que quero que saiba do que eu sei
Ou do que penso que sei (não sei nada!)
Quem me lê não pode me decifrar
Nem eu mesmo que nesse corpo me encerro
Pude desvendar quase nada da minha verdadeira natureza
Quem me lê pode não compreender o que escrevo
Mesmo entendendo perfeitamente todas as palavras
A dor é só de quem a possui
A única coisa a compartilhar é a alegria
Por isso quem me lê pode me amar ou me odiar
Mas não sem antes me olhar nos olhos
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Me acostumei com o teu jeito de reclamar da vida
Me acostumei com o seu jeito de reclamar da vida,
erguendo a cabeça e deixando escorrer uma lágrima...
Me acomodei com o teu senso do amor,
fingindo tudo possível...
Hoje vejo teus olhos...
e o silêncio que grita em meus lábios
é o desfoque de horas vadias, tempo perdido,
paranóia...
Tenho pelo teu semblante uma obsessão
tanto que olho em teu rosto horas a fio...
horas... a fim de me encontrar...
Aceno adeus, enceno comédias...
furto o brilho do inesperado...da entrega....
e quando tudo conspira em nosso favor
entro em torpor... não me lembro de nada...
Não é de ninguém
O meu amor tem um jeito no sorriso
Que é só seu
E um segredo na alma
Que não é de ninguém
O meu amor tem um sentido nos olhos
Que é só seu
E uma esperança solitária
Que não é de ninguém
O meu amor sabe inventar histórias
E surpreende quando menos se espera
E uma melodia envolve o coração dela
Que é só meu e não é de ninguém
Ela volta, se envolve e me afasta
Fazemos amor e nos amamos assim
Choramos abraçados e vencemos o mundo
E o mundo vencido nos fala de um amor
Canto sua melodia que se reinventa
Para que se perpetue o que é real
O amor que é só seu
Mas que serve de exemplo para todo mundo
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
s/título
O mistério dos teus olhos...no silêncio de um amanhã incerto...
ao acaso... teus olhos não me dizem nada...
É como uma fuga, sentir-me ir, buscar...
em mim meus passos errantes, choro sozinho...
Sentir o fluxo...
estereótipo, acúcar, mel, ilusão estática ser estar urbano
banhar-te, na solidão de um oceano, de nome alma...
ao acaso... teus olhos não me dizem nada...
É como uma fuga, sentir-me ir, buscar...
em mim meus passos errantes, choro sozinho...
Sentir o fluxo...
estereótipo, acúcar, mel, ilusão estática ser estar urbano
banhar-te, na solidão de um oceano, de nome alma...
Paradoxos sombrios e insignificantes
Descarto a razão dos versos sólidos
Não quero ter razão deliberadamente
Pensar demais fomenta o vazio inerente
E a solidão - como o sabor
de algo nunca experimentado - sonda meus desejos
sepultados no útero
Espinhos nostálgicos
Perdoam-me em sol maior
Os Deuses que eu criei para interpretar
Acusam os crimes cometidos
Em nome do prazer
Metáforas mundanas e sem sentido
Ah, meus dias cintilantes
Desprovidos de arte, filosofia e ciência...
Horas imediatas e sem preconceitos
Empiricamente puras e sagradas
Corrompendo-se na eterna melodia do não-ser
Farta-me a consciência do inevitável
Farta-me o vazio da razão satisfatória
Filósofos tristes e carrancudos
Furtaram a orquídea púrpura
De minhas paixões sinceras
Paradoxos sombrios e insignificantes
Junto os pedaços
Nossas cartas de amor que você rasgou
Descubro que o que valeu a pena
Ficou nas entrelinhas dos nossos olhares infantis
No êxtase da ilusão que criávamos
Não quero ter razão deliberadamente
Pensar demais fomenta o vazio inerente
E a solidão - como o sabor
de algo nunca experimentado - sonda meus desejos
sepultados no útero
Espinhos nostálgicos
Perdoam-me em sol maior
Os Deuses que eu criei para interpretar
Acusam os crimes cometidos
Em nome do prazer
Metáforas mundanas e sem sentido
Ah, meus dias cintilantes
Desprovidos de arte, filosofia e ciência...
Horas imediatas e sem preconceitos
Empiricamente puras e sagradas
Corrompendo-se na eterna melodia do não-ser
Farta-me a consciência do inevitável
Farta-me o vazio da razão satisfatória
Filósofos tristes e carrancudos
Furtaram a orquídea púrpura
De minhas paixões sinceras
Paradoxos sombrios e insignificantes
Junto os pedaços
Nossas cartas de amor que você rasgou
Descubro que o que valeu a pena
Ficou nas entrelinhas dos nossos olhares infantis
No êxtase da ilusão que criávamos
Crônica de uma flor
Chove, um som familiar e tranquilo envolve a atmosfera apreensiva dessa noite quente de setembro. A água escorre cristalina pelas fendas da janela e vem gotejar na minha boca, com o sabor do céu... vestígio da forma misteriosa que tudo envolve.
Chove, faz silêncio e som, a terra toda respira.. e de onde dedilho meu violão solitário vejo um ramo de pequenas flores indefesas curvando-se ao sabor do vento, que parece querer jogá-las no turbilhão de correntezas profundas dos surreais esgotos da cidade.
É um espetáculo de movimento e dor, o vento e a flor, vida e morte.
Chove, chove muito... e ali se espelha o nosso amor, delicado e forte como essa flor, que enfrenta o vento com movimentos graciosos, banhando-se na sua própria energia, sua leveza de ir, vir e não cair; ela resiste, suas raízes a sustentam, ávida em seguir em frente, ela quer um novo dia!
E mais um dia sobe sobre a terra lavada, sob seus tapetes de asfalto a cidade acorda estirada. Dormi pensando naquela flor que observava, teria ela resistido a chuva e ao vento que tanto a castigara? Acordei com o coração repleto do que ela representava.
E ao sair meus olhos se encheram de lágrimas, ao ver aquele pequeno ramo de flores amarelas reluzentes ao sol dessa manhã orvalhada. Não apenas resistiram à furia da chuva e do vento; elas cresceram, renasceram, brilham sob o sol que as aquece.
Como foram guerreiras essas minhas delicadas flores, aparentemente tão pequenas e frágeis, venceram o furor passageiro da morte, sobreviveram ao caos da natureza e renasceram, revigoradas, como ouro suspenso no ar.
Enquanto olho atônito meu milagre particular, um pequeno beija-flor, encantado com a sua beleza, vem colher teu pólen. Ele levará sua semente de flor guerreira para outras bandas, quem sabe num pequeno jardim onde você possa casualmente vê-las, no seu encanto simples de flor, e ali você verá também o nosso amor, mesmo que não o veja... e um leve perfume com a brisa vai soprar, quando minha flor te encontrar.
Chove, faz silêncio e som, a terra toda respira.. e de onde dedilho meu violão solitário vejo um ramo de pequenas flores indefesas curvando-se ao sabor do vento, que parece querer jogá-las no turbilhão de correntezas profundas dos surreais esgotos da cidade.
É um espetáculo de movimento e dor, o vento e a flor, vida e morte.
Chove, chove muito... e ali se espelha o nosso amor, delicado e forte como essa flor, que enfrenta o vento com movimentos graciosos, banhando-se na sua própria energia, sua leveza de ir, vir e não cair; ela resiste, suas raízes a sustentam, ávida em seguir em frente, ela quer um novo dia!
E mais um dia sobe sobre a terra lavada, sob seus tapetes de asfalto a cidade acorda estirada. Dormi pensando naquela flor que observava, teria ela resistido a chuva e ao vento que tanto a castigara? Acordei com o coração repleto do que ela representava.
E ao sair meus olhos se encheram de lágrimas, ao ver aquele pequeno ramo de flores amarelas reluzentes ao sol dessa manhã orvalhada. Não apenas resistiram à furia da chuva e do vento; elas cresceram, renasceram, brilham sob o sol que as aquece.
Como foram guerreiras essas minhas delicadas flores, aparentemente tão pequenas e frágeis, venceram o furor passageiro da morte, sobreviveram ao caos da natureza e renasceram, revigoradas, como ouro suspenso no ar.
Enquanto olho atônito meu milagre particular, um pequeno beija-flor, encantado com a sua beleza, vem colher teu pólen. Ele levará sua semente de flor guerreira para outras bandas, quem sabe num pequeno jardim onde você possa casualmente vê-las, no seu encanto simples de flor, e ali você verá também o nosso amor, mesmo que não o veja... e um leve perfume com a brisa vai soprar, quando minha flor te encontrar.
Primeiras lágrimas...
Eu, que tantas vezes chorei de amor
que, mesmo perdido, não me perdi
E dediquei todas as canções
que, mesmo perdido, não me perdi
E dediquei todas as canções
ao coração que cismou em me esquecer
Eu, que pensei que o amor
fosse para sempre, e transbordei
palavras e poemas em sua boca
sedenta e incompreensível
Eu, que tantas vezes fui só
Que tantas vezes subi aos céus
Tantas horas se passaram no silêncio de mim mesmo
Tantas vidas se foram no milésimo de minha dúvida
Eu abdico aos Deuses hipócritas de face obscura
Eu, que pensei que o amor
fosse para sempre, e transbordei
palavras e poemas em sua boca
sedenta e incompreensível
Eu, que tantas vezes fui só
Que tantas vezes subi aos céus
Tantas horas se passaram no silêncio de mim mesmo
Tantas vidas se foram no milésimo de minha dúvida
Eu abdico aos Deuses hipócritas de face obscura
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