Chove, um som familiar e tranquilo envolve a atmosfera apreensiva dessa noite quente de setembro. A água escorre cristalina pelas fendas da janela e vem gotejar na minha boca, com o sabor do céu... vestígio da forma misteriosa que tudo envolve.
Chove, faz silêncio e som, a terra toda respira.. e de onde dedilho meu violão solitário vejo um ramo de pequenas flores indefesas curvando-se ao sabor do vento, que parece querer jogá-las no turbilhão de correntezas profundas dos surreais esgotos da cidade.
É um espetáculo de movimento e dor, o vento e a flor, vida e morte.
Chove, chove muito... e ali se espelha o nosso amor, delicado e forte como essa flor, que enfrenta o vento com movimentos graciosos, banhando-se na sua própria energia, sua leveza de ir, vir e não cair; ela resiste, suas raízes a sustentam, ávida em seguir em frente, ela quer um novo dia!
E mais um dia sobe sobre a terra lavada, sob seus tapetes de asfalto a cidade acorda estirada. Dormi pensando naquela flor que observava, teria ela resistido a chuva e ao vento que tanto a castigara? Acordei com o coração repleto do que ela representava.
E ao sair meus olhos se encheram de lágrimas, ao ver aquele pequeno ramo de flores amarelas reluzentes ao sol dessa manhã orvalhada. Não apenas resistiram à furia da chuva e do vento; elas cresceram, renasceram, brilham sob o sol que as aquece.
Como foram guerreiras essas minhas delicadas flores, aparentemente tão pequenas e frágeis, venceram o furor passageiro da morte, sobreviveram ao caos da natureza e renasceram, revigoradas, como ouro suspenso no ar.
Enquanto olho atônito meu milagre particular, um pequeno beija-flor, encantado com a sua beleza, vem colher teu pólen. Ele levará sua semente de flor guerreira para outras bandas, quem sabe num pequeno jardim onde você possa casualmente vê-las, no seu encanto simples de flor, e ali você verá também o nosso amor, mesmo que não o veja... e um leve perfume com a brisa vai soprar, quando minha flor te encontrar.
Chove, faz silêncio e som, a terra toda respira.. e de onde dedilho meu violão solitário vejo um ramo de pequenas flores indefesas curvando-se ao sabor do vento, que parece querer jogá-las no turbilhão de correntezas profundas dos surreais esgotos da cidade.
É um espetáculo de movimento e dor, o vento e a flor, vida e morte.
Chove, chove muito... e ali se espelha o nosso amor, delicado e forte como essa flor, que enfrenta o vento com movimentos graciosos, banhando-se na sua própria energia, sua leveza de ir, vir e não cair; ela resiste, suas raízes a sustentam, ávida em seguir em frente, ela quer um novo dia!
E mais um dia sobe sobre a terra lavada, sob seus tapetes de asfalto a cidade acorda estirada. Dormi pensando naquela flor que observava, teria ela resistido a chuva e ao vento que tanto a castigara? Acordei com o coração repleto do que ela representava.
E ao sair meus olhos se encheram de lágrimas, ao ver aquele pequeno ramo de flores amarelas reluzentes ao sol dessa manhã orvalhada. Não apenas resistiram à furia da chuva e do vento; elas cresceram, renasceram, brilham sob o sol que as aquece.
Como foram guerreiras essas minhas delicadas flores, aparentemente tão pequenas e frágeis, venceram o furor passageiro da morte, sobreviveram ao caos da natureza e renasceram, revigoradas, como ouro suspenso no ar.
Enquanto olho atônito meu milagre particular, um pequeno beija-flor, encantado com a sua beleza, vem colher teu pólen. Ele levará sua semente de flor guerreira para outras bandas, quem sabe num pequeno jardim onde você possa casualmente vê-las, no seu encanto simples de flor, e ali você verá também o nosso amor, mesmo que não o veja... e um leve perfume com a brisa vai soprar, quando minha flor te encontrar.
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