Quando a noite cai no horizonte poente
A saudade que se sente, nem cabe no peito
Transborda pelo corpo num êxtase solitário
O acúmulo das horas longe do seu lado
Quando o dia sobe no horizonte nascente
O coração disfarça e finge que mente
E o recomeço que compreende cada dia
Muito mais que palavras é a verdadeira poesia
Uma foto que guardo é o tempo que parou
A relíquia mais constante, a única que restou
Só satisfaz em parte, mas me basta,
rever teus traços delineados num retrato
Por saber que há uma cidade onde você está
Eu sonho com a estrada que me leva lá
Por sabe que há um caminho a percorrer
Eu sonho que ele me leve até você
E que eu possa ver o que é real
Que eu possa reconhecer o bem e o mal
Que eu não julgue o que significa o silêncio que passa
Que por orgulho eu não me cale
Nem por vaidade eu me afaste
Pois quando se reflete demais a nossa imagem
Não há posse que não seja ilusão
Nem sombra entrecortada onde se esconder
Dos fantasmas do que poderia ter sido
Quando a noite cai, eu desabo
Nem sei mais quem sou
Fica tudo imerso em uma imensa saudade
Quando o dia sobe ainda me arrasto
Eu sei onde estou
Fica tudo além de um distante infinito
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
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2 comentários:
seis da tarde: horário oficial da saudade!
Nossa... lindo, lindo, lindo!
Foi vc q escreveu?
São todos de sua autoria?
Adorei...
Bjo!
Raíssa
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