quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Desejo Vago

Desejo guardar-te neste poema
Como se fosse tu essas próprias palavras
Agora viva na expressão que lhe cabe
Tilintar nos lábios de uma outra dor



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Estrela do Oriente (Letra de Música)

Noite...
Estrela do oriente
Um amor ausente
Versos pra você

Lua...
Clarão da madrugada
Onde está você?
Queria era te ver

Muda de lugar e vem pra cá
Vem ver o sol nascer
Dentro do meu olhar
Quando você chegar

Que é pra iluminar
Que é pra me consolar
Do tempo que eu passei
Querendo me guardar

Noite...

Minha Nega (Letra Música)

Ah, minha nega
Não cresce muito não
Que é pra caber
No meu coração

Ah, neguinha
Vem ver
O que é que eu trouxe pra você
Pode escolher, pode se entregar

Eu vou te amar

Ah, neguinha
Quem foi que disse que o amor
Tem que avisar
Quando quer chegar

Eu só fui lá pra ver
E encontrei você
Tristeza me falou
Que eu ia morrer de amor

Subia a ladeira assim
Tocando o tamborim
No peito uma canção
E o coração na mão

Ah, neguinha
Vem ver
O que é que eu trouxe pra você
Pode escolher, pode se entregar

Eu vou te amar

Ah, neguinha
Quem foi que disse que o amor
Tem que avisar
Quando quer chegar

Dom Quixote (Letra de Música)

Já me entendi com a solidão
Já me entreguei a outra paixão

E esses traços simples
Que me trazem essa canção
Vão fazer sangrar, meu coração...

E do milésimo andar
Te ofereci a minha mão
Você me fez voar, sem saber onde era o chão
Quando eu segurei a sua mão...

Olha o amor, o que restou? Nada não
Só a saudade e a quimera da ilusão...

Quando (Letra de Música)

Quando
Você foi embora
Me olhou feito um passarinho
Querendo voar
Querendo voar
Querendo voar...

E eu
Aqui no seu ninho
Querendo ficar
Querendo ficar
Querendo ficar...

Tempo passa aperto o passo não desfaço
De qualquer vontade que me faça gritar

Vagamente vago a mente vagarosamete
Vago o ventre que fez brotar

Flores no seu altar...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prescrição

A meus filhos, deixo ausência
A minha família, indiferença
A musa dos meus versos, obsessão fria
Aos vermes, carne putrefada...

A natureza de onde fugi, deixo aquele passo no barro
A cidade onde me escondia, meu fantasma pálido
Deixo meus sonhos nas mãos da decepção
As roupas que vestia, deixo aos mendigos...

Aos meus inimigos, um cuspe no chão
Ao amor, deixo um vazio
À terra adubada, fezes
Para a fome, um anzol...

Deixo melodia para o por do sol
Ao concreto duas gotas do meu sangue
Aos animais deixo minha jaula
Ao violão uma corda quebrada

No porta-retrato, uma foto desbotada
Aos meus amigos, a sombra que refleti
Ao sofá, minha preguiça
Para os cigarros, meu pulmão

Para a poesia eu deixo uma página em branco...
O resto... levo tudo comigo.

domingo, 22 de março de 2009

Me deixo levar pela onda que quebra

Me deixo levar pela onda que quebra
mais uma lembrança de você

Me deixo levar
as regras são claras
o mar é quem manda

O sal é doce e a vida salgada
mas agora não
há mil tons no céu
e uma lembrança sua me invade

Saudade
famigerada saudade
no caldo da onda
no sal nas narinas

E o sono que me traz o sonho
traz mais uma lembrança sua

A canção que me faz chorar
Só me fala de você

Então eu me deixo levar
com um amor no peito
e um sorriso no rosto

Estou exposto e seguro
alheio ao que me faz triste
é tudo uma lembrança sua

Então eu me deixo levar...