Descarto a razão dos versos sólidos
Não quero ter razão deliberadamente
Pensar demais fomenta o vazio inerente
E a solidão - como o sabor
de algo nunca experimentado - sonda meus desejos
sepultados no útero
Espinhos nostálgicos
Perdoam-me em sol maior
Os Deuses que eu criei para interpretar
Acusam os crimes cometidos
Em nome do prazer
Metáforas mundanas e sem sentido
Ah, meus dias cintilantes
Desprovidos de arte, filosofia e ciência...
Horas imediatas e sem preconceitos
Empiricamente puras e sagradas
Corrompendo-se na eterna melodia do não-ser
Farta-me a consciência do inevitável
Farta-me o vazio da razão satisfatória
Filósofos tristes e carrancudos
Furtaram a orquídea púrpura
De minhas paixões sinceras
Paradoxos sombrios e insignificantes
Junto os pedaços
Nossas cartas de amor que você rasgou
Descubro que o que valeu a pena
Ficou nas entrelinhas dos nossos olhares infantis
No êxtase da ilusão que criávamos
2 comentários:
amo dias cintilantes...rs
"Descubro que o que valeu a pena
Ficou nas entrelinhas dos nossos olhares infantis
No êxtase da ilusão que criávamos"
Perfeito!
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